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Egito: o fim da "trégua revolucionária" entre cristãos e muçulmanos

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Egito: o fim da "trégua revolucionária" entre cristãos e muçulmanos

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A revolução egípcia não parece ter reconciliado as comunidades cristã e muçulmana no país.

Pelo menos cinco pessoas morreram e quase uma centena ficaram feridas na sequência de confrontos entre membros das duas comunidades junto a uma igreja cristã copta, no bairro de Imbaba, nos subúrbios do Cairo.

Um protesto de muçulmanos salafitas – uma corrente conservadora do Islão – degenerou em violência, depois dos manifestantes tentarem ocupar uma igreja para libertar uma mulher, alegadamente uma cristã recém-convertida ao Islão.

Os confrontos voltam a reacender a tensão entre as duas comunidades, depois de dois atentados mortíferos, reivindicados pela Al-Qaida, terem atingido templos cristãos em Outubro e Janeiro.

A comunidade cristã, que representa 10% da população, afirma ser vítima de um assédio permanente por parte da maioria muçulmana.

Uma tensão que tinha acalmado durante a revolta que levou à queda do presidente Mubarak em Fevereiro.