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Escalada de violência inter-religiosa no Egito

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Escalada de violência inter-religiosa no Egito

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Pelo menos nove pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas na sequência de confrontos entre muçulmanos e coptas.

Um grupo de muçulmanos salafistas – uma corrente conservadora do Islão – atacou uma igreja copta, no bairro de Imbaba, nos subúrbios do Cairo, depois de rumores de que uma mulher cristã aí estaria presa para não se converter ao Islão.

Um dos feridos comenta que “foi um ataque premeditado” porque “primeiro foi ateado fogo a uma igreja e depois a outra”. E conclui: “De certeza que foi planeado.”

Uma segunda igreja começou a arder e os soldados e a polícia antimotim foram mobilizados para acabar com os confrontos.

Um habitante do bairro de Imbaba critica a “falta de segurança” e acredita que “as pessoas ligadas ao antigo regime querem instigar a violência. Ninguém, seja cristão ou muçulmano, se atreveria a provocar um incêndio numa igreja. É o antigo regime que é responsável por isto”, conclui.

O sentimento de insegurança dos coptas tem-se vindo a agravar desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak devido à crescente visibilidade do movimento muçulmano fundamentalista.

Os coptas, ou cristãos do Egito, representam entre seis a dez por cento da população egípcia.