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Líbia: 70 milhões de euros para comida e medicamentos

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Líbia: 70 milhões de euros para comida e medicamentos

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Os rebeldes líbios somam pontos no plano financeiro. Esta segunda-feira, encaixaram 70 milhões de euros com a venda de petróleo. Uma verba que vai ser paga por intermédio de um banco no Qatar.

O acordo vai permitir comprar bens de primeira necessidade e medicamentos para uma parte da população.

No terreno, prosseguem os combates na região montanhosa no oeste do país. Os rebeldes controlam a fronteira de Dehiba, que liga a Líbia à Tunísia – essencial para o abastecimento – mas aqui são poucos os avanços.

Perante a capacidade bélica de Kadhafi, os rebeldes resistem. De acordo com os homens que combatem o regime, a cidade de Zintan situada a cerca de 150 quilómetros da capital está cercada por tropas leais ao coronel.

A cidade sitiada de Misurata continua ser palco de violentos confrontos. Durante o fim de semana, as tropas governamentais bombardearam os depósitos de combustíveis que abastecem a cidade com cerca de 400 mil habitantes.

Estima-se só aqui tenham morrido mais de 800 pessoas desde Fevereiro. 200 estão dadas como desaparecidas.

Em Bengasi, símbolo da resistência, formam-se soldados para a guerra. Jovens voluntários saídos da universidade com vontade de derrubar Kadhafi, mas sem qualquer experiência. Lutam por uma causa que consideram justa e defendem que a motivação é por si só uma arma.