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Schengen: Europeutados comentam postura de Bruxelas

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Schengen: Europeutados comentam postura de Bruxelas

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A crise da imigração é a dor de cabeça da Europa. O êxodo de cidadãos vindos do Norte de África rumo ao velho continente colocou em causa as bases do Tratado de Schengen.

Em resposta aos pedidos de França e Itália, Bruxelas acenou com uma revisão do Tratado, de forma a retomar o controlo fronteiriço em situações “excecionais”. Longe de gerar consenso o projeto é visto como um sinal de fraqueza para alguns eurodeputados.

“Por agora a Comissão ainda não clarificou o que é que se pode considerar “exceção”. Disseram apenas situações de emergência, mas não definiram quais. Receio que venham a criar demasiadas exceções, demasiadas oportunidades para retomar o controlo fronteiriço e que podem representar uma ameaça para um dos pilares fundamentais da União Europeia”, lamenta Franziska Keller, do Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia.

Os acontecimentos na fronteira franco-italiana confirmaram a necessidade de uma política forte sobre imigração e asilo no seio da União Europeia.

“Penso que o Tratado de Schengen está bem: se há melhorias técnicas a fazer, isso não é problema. Pode-se sempre melhorar, mas não é preciso mudar o Tratado. Precisamos de aplicá-lo e cada país pode fazer os controlos”, diz Joseph Daul, do Partido Popular Europeu.

A possibilidade de retomar o controlo das fronteiras é um dos assuntos em agenda na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Junho.