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Iémen: repressão de manifestações aprofunda rutura da oposição

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Iémen: repressão de manifestações aprofunda rutura da oposição

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Nova jornada de repressão no Iémen contra o movimento juvenil que exige a demissão do presidente Saleh.

Pelo menos treze pessoas foram mortas e mais de uma centena ficaram feridas, depois dos militares terem aberto fogo sobre uma manifestação na capital, Sanaa.

“Este protesto é uma forma de repudiar a iniciativa dos países do Golfo e dizer-lhes que o presidente tem de demitir-se imediatamente”.

Os manifestantes tentavam chegar à sede da presidência quando foram interceptados por militares partidários da oposição, mas que se opunham à convocação do protesto.

Se uma parte da oposição apoia o plano de transição política proposto pelos países do Golfo, o movimento juvenil exige a demissão imediata do presidente e o seu julgamento por crimes de guerra.

As vítimas dos confrontos continuavam a chegar esta noite ao hospital de Sanaa.

“Mataram muita gente. Este regime não tem perdão. Apelo a uma revolução que destrua o regime, apelo aos iemenitas que despertem e destruam o regime deste presidente assassino”.

As cenas de violência repetiram-se na quarta-feira nas cidades de Hudaida e Taiz, onde a oposição bloqueia há vários dias o principal porto petrolífero do Iémen.

Os confrontos prosseguiam esta noite na capital, ameaçando aprofundar a fratura entre o movimento juvenil e os partidos da oposição.