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Nova fuga em Fukushima adia processo de estabilização da central

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Nova fuga em Fukushima adia processo de estabilização da central

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As autoridades japonesas detetaram uma nova fuga de água radioativa, no reator número um da central de Fukushima.

A ranhura de vários centímetros de diâmetro na cápsula de contenção teria sido provocado pela fusão do combustível nuclear dentro do reator.

Uma situação que volta a dificultar as operações de arrefecimento na central, seriamente afetada pelo tsunami e terramoto de março.

O responsável da companhia de eletricidade Tepco, confirmou que, “o núcleo do reator fundiu mas que se encontra ainda dentro da cápsula de contenção”.

Desde o início das operações para arrefecer os quatro reatores da central, que mais de 10.400 toneladas de água tinham sido injetadas no núcleo.

Tóquio desconhece ainda se a fuga recente teria contaminado a água do oceano. As últimas análises revelaram que a radioatividade nas águas em torno da central é 18.000 vezes superior à norma legal.

A situação atual poderá obrigar os responsáveis a rever os prazos para desativar definitivamente os quatro reatores de Fukushima-Daichi até janeiro do próximo ano.

O primeiro calendário do governo previa o fim do processo de estabilização no dia 17 de maio.

Na zona de exclusão, 20Km em redor da central, milhares de habitantes continuam impedidos de aceder às suas casas, a maioria também afetados pelo tsunami e pelo terramoto.

O governo voltou a adiar esta quinta-feira a decisão de desbloquear as compensações aos refugiados de Fukushima. As indemnizações ascendem a mais de 34 mil milhões de euros.