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Tribunal alemão condena e liberta Demjanjuk

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Tribunal alemão condena e liberta Demjanjuk

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Embora um tribunal alemão tivesse condenado a cinco anos de prisão John Demjanjuk, o ucraniano que os alemães acusam de ser responsável pela morte de milhares de judeus, acabou por ser posto em liberdade devido à sua avançada idade.

O tribunal deu-o como culpado da morte de 27.900 judeus, no campo de Sobibor, onde foi guarda em 1943.

A acusação exibiu um bilhete de identidade da época, emitido em nome de Ivan Demjanjuk, de nacionalidade ucraniana, com semelhanças indiscutíveis com o arguido quando era jovem.

Em sua defesa Demjanjuk afirmou que foi capturado pelos alemães em 1942 e foi forçado a agir como guarda no campo de extermínio.

Mas este não foi o primeiro julgamento. Em 1986, a justiça israelita condenou-o à pena de morte por suspeita de se tratar de “Ivan o Terrível” um guarda ucraniano de Treblinka, reputado pela crueldade dos seus atos. Cinco anos mais tarde, Israel descobriu a identidade do verdadeiro “Ivan o Terrível” e libertou Demjanjuk.

Demjanjuk voltou então ao Ohio, nos Estados Unidos, onde vivia com a família desde 1952 até que em 2002 lhe foi retirada a nacionalidade americana por ter mentido sobre o seu passado.

Ao desejo das autoridades norte-americanas de o expulsarem do país, juntou-se o pedido de extradição da Alemanha, onde tinha sido iniciada uma investigação.

Agora, aos 91 anos, continua a negar a identidade que lhe é atribuída e clama que nunca esteve nem em Sobibor, nem em Treblinka.

> Reações à sentença de John Demjanjuk