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Internet também é sinónimo de repressão para a Amnistia Internacional

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Internet também é sinónimo de repressão para a Amnistia Internacional

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A principal arma das revoltas nos países árabes, a Internet, pode ser afinal uma faca de dois gumes.

O alerta foi deixado pela Amnistia Internacional, no relatório anual sobre os direitos humanos apresentado esta quinta-feira em Londres.

A organização reconhece o papel importante dos blogues e das redes sociais na queda dos regimes no Egito ou na Tunísia, sem deixar de salientar a forma como outras ditaduras se utilizam da rede como uma ferramenta contra-revolucionária e uma arma de repressão, como na Líbia ou na Síria.

O ativista sírio Haytham Al Hamwi esteve detido durante dez meses numa cadeia em Damasco:

“Estive isolado durante esse tempo sem qualquer contato com a minha família que não sabia nada sobre a minha situação. Só tive direito a uma visita dez meses depois de ter sido preso, após ter sido julgado sem saber sequer de que era acusado”.

O dissidente cubano, Pablo Pacheco, atualmente exilado em Madrid testemunha:

“O meu trabalho de jornalista incomodava o governo, uma vez que me dedicava a relatar a realidade cubana. Acabei detido com mais 75 dissidentes, a maioria ativistas dos direitos humanos”.

O relatório da Amnistia internacional denuncia também a forma como Washington mantém em funcionamento a prisão de Guantanamo, apontando o dedo aos crimes levados a cabo pelas forças da ordem em vários países africanos.

Ali Sheikholeslami, euronews: “É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão”, foi o lema escolhido pela Amnistia Internacional aquando da sua criação há cinquenta anos. A apresentação do novo relatório anual da organizaçâo mostra que resta ainda muito por fazer no combate pelo respeito dos direitos humanos, dos Estados Unidos à China, passando pelo Médio Oriente.