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Japão indemniza refugiados de Fukushima para salvar economia

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Japão indemniza refugiados de Fukushima para salvar economia

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O governo japonês vai financiar as indemnizações aos milhares de refugiados de Fukushima.

A decisão anunciada hoje por Tóquio põe fim ao diferendo entre a companhia elétrica Tepco, os bancos e o governo sobre quem vai pagar a crise nuclear.

A comparticipação do estado no plano de indemnizações pretende evitar a bancarrota da principal companhia de eletricidade do Japão.

Para este analista económico, “é importante assegurar a estabilidade do fornecimento de energia elétrica e compensar as vítimas à altura das perdas. E não conceder este dinheiro teria um impacto significativo nos mercados financeiros”.

Para financiar a TEPCO o governo deverá adquirir grande parte das ações da companhia, assim como emitir obrigações especiais nos mercados internacionais.

As agências de notação internacionais tinham revisto em baixa a classificação da empresa, depois de ter sido detetada uma nova fuga num dos reatores da central de Fukushima.

“Sentimo-nos abandonados”, afirma um pescador em Kesennuma. “Não acredito que nos paguem as indemnizaçôes”.

Neste localidade piscatória,a reconstrução deverá demorar cerca de cinco anos, mas o maior problema continua a ser a alta concentração de radioatividade nas águas costeiras.

O responsável da lota da localidade, lembra, “nós não podemos exportar o peixe, o governo vai ter que nos ajudar”.

No total são mais de 200 mil os refugiados de Fukushima, quase metade vivem fora da zona de exclusão de 20km em torno da central.

Os analistas calculam que, com o agravar da situação, o valor das indemnizações possa ultrapassar os 130 mil milhões de euros.