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Prisão de Strauss-Kahn agita os mercados

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Prisão de Strauss-Kahn agita os mercados

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O FMI garante que o escândalo que envolve Dominique Strauss-Kahn não afeta em nada o funcionamento da instituição. Mas o caso não deixa de preocupar os mercados e os países que estão a receber ajudas do FMI.

Os analistas estão descansados quanto à continuidade do funcionamento do Fundo: “Não vai haver qualquer impacto a longo prazo, porque o FMI é uma instituição que funciona. Vai certamente haver um diretor interino que retoma o trabalho de Strauss-Kahn e vai trabalhar segundo as mesmas linhas”, diz o analista de mercados Oliver Roth.

Mas há quem diga que a falta do ainda diretor-geral vai fazer-se sentir no FMI, até porque ele tem um jeito especial com os negócios. Foi depois da chegada do ex-ministro das Finanças francês à chefia do Fundo que o FMI começou a tratar de alguns dos casos mais delicados: “O papel do FMI é extremamente importante e acredito que o papel de Dominique Strauss-Kahn é, ou era, muito importante também, porque ele conhece toda a gente e é muito bom a juntar pessoas que têm posições divergentes”, diz Eric Chaney, da AXA Investment Management.

Portugal é um dos países a receber ajudas do FMI e talvez o mais sensível, uma vez que a delegação do Fundo está em plena negociação com o governo e os partidos. A bolsa de Lisboa foi afetada apenas ligeiramente pelas notícias.

Na Grécia, a imprensa fala de um “amigo do país”, já que Dominique Strauss-Kahn terá tido um papel importante no que toca a evitar medidas de austeridade ainda mais graves, impostas pela Alemanha.