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Socialistas cautelosos na reação à detenção de Strauss-Kahn

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Socialistas cautelosos na reação à detenção de Strauss-Kahn

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É com cautela que o Partido Socialista francês reage à detenção de Dominique Strauss-Kahn.

Um rude golpe para a formação, a menos de um ano das presidenciais francesas. Apesar de não estar certa a sua candidatura, Strauss-Kahn liderava as últimas sondagens, com clara vantagem sobre Nicolas Sarkozy.

“Numa situação de incerteza devemos, nós socialistas, ter em consideração que Dominque Strauss-Kahn é, presumivelmente, inocente e que é inútil escrever a história antecipadamente”, afirmou o porta-voz do PS francês.

Para o líder do UMP, o partido do presidente francês, o que está em causa é a forma como a França passa a ser vista, no estrangeiro, depois deste escândalo.

“Neste momento, a imagem de França é importante. Porque é verdade: imaginem esta imagem a percorrer o mundo. É, obviamente, um tema de conversa. Mas, mais uma vez, estamos centrados no carácter, extremamente grave, desta questão.

Nas ruas não fala de outra coisa. Os franceses estão chocados e apreensivos.

“Infelizmente não é a primeira vez que ele é acusado em questões como esta e seria uma pena que isto impedisse um homem com tantas qualidades de se candidatar a presidente”, afirma um idoso.

Um jovem vai mais longe e lança acusações. “Para mim é um esquema muito bem organizado. Ele é vítima de uma armadilha”.