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Contestação a Isabel II na Irlanda

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Contestação a Isabel II na Irlanda

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Foi com o Hino nacional britânico como pano de fundo que decorreu, nos Jardins da Memória, a cerimónia de homenagem aos rebeldes irlandeses mortos.

Isabel II está na Irlanda para uma visita de quatro dias. Uma viagem seguida de muito perto pelas forças de segurança, depois de terem sido recebidas ameaças de bomba.

Um dispositivo de fabrico artesanal foi encontrado num autocarro, numa cidade a 25 km de Dublin. A polícia provocou uma explosão controlada. Um outro foi deixado numa estação de comboios, a norte da capital, mas terá sido falso alarme.

No país os sentimentos dividem-se. A polícia da capital dispersou manifestantes que protestavam contra a presença de Isabel II no país. Erguiam cartazes com a inscrição “Grã-Bretanha fora da Irlanda”.

Se para o executivo irlandês este é o início de uma nova era entre os dois países, há quem afirme que é preciso a Irlanda libertar-se das amarras que ainda a ligam ao Reino Unido.

Há um século que nenhum monarca britânico pisava solo irlandês. O último foi Jorge V, em 1911.

Para alguns irlandeses, é o reabrir de feridas antigas. Relembram incidentes como a Páscoa sangrenta, de 1916, em Dublin. A primeira ação armada dos separatistas contra o poder britânico. Apesar de falhado, este foi o primeiro passo para a independência, formalizada em 1922.