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FMI: Quem se segue?

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FMI: Quem se segue?

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Com Dominique Strauss-Kahn atrás das grades, mesmo se oficialmente continua a ser diretor do FMI, só muito dificilmente o francês volta a tomar as rédeas da organização. Por enquanto, o vice-diretor, o norte-americano John Lipsky, tem a direção interina, mas o lugar de topo deve voltar a um europeu, como tem sido tradição no Fundo Monetário Internacional.

Circulam já alguns nomes, todos eles antigos ou atuais altos responsáveis políticos nos respetivos países: Gordon Brown, ex-primeiro-ministro britânico, Christine Lagarde, atual ministra das Finanças de França, ou ainda o ex-ministro alemão Peer Steinbrueck. Das economias emergentes podem vir algumas surpresas, como o turco Kemal Dervis, o indiano Montek Singh Ahluwalia ou o mexicano Agustín Carstens.

A China aposta nesta quebra das tradições e na nomeação de um representante das economias de rápida expansão: “A escolha do próximo líder do FMI deve ser baseada no sentido de justiça, na transparência e no mérito. A China e a União Europeia devem construir uma parceria entre iguais”, diz uma porta-voz do governo de Pequim.

Muitos analistas defendem a perspetiva de que a nova liderança do FMI deve refletir a nova ordem económica mundial e nesse aspeto a China pode usar a influência que tem para impor um candidato.