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Strauss-Khan e a tragédia grega

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Strauss-Khan e a tragédia grega

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A notícia da detenção e a acusação que envolvem Dominique Strauss-Khan, o homem forte do Fundo Monetário Internacional apanhou todo o mundo de surpresa.

Contudo para os gregos, a queda em desgraça do homem que há pouco tempo disse que a Grécia podia resolver os seus problemas, sem reestruturar a dívida e sem abandonar o euro, perspetiva um futuro ainda mais carregado de dúvidas.

“Quem vai agora ajudar a Grécia? Os outros?

Nem os gregos nem a Europa assinaram nada com eles”.

Para o dono de um restaurante, o futuro do seu país parece estar nas mãos do sucessor ou sucessora de Stauss-Khan.

Jean Quatremer, correspondente do jornal

“Libération” em Bruxelas, explica porquê:

“Para a Grécia é um pouco catastrófico. Porquê?

Porque tem um governo de esquerda e o Primeiro-Ministro Papeandreou e o ministro das Finanças, Papaconstantinou, que confiam plenamente em Dominique Strauss Khan, o chefe do FMI, um homem de esquerda, explicaram ao país o seguinte:

“Reparem: claro que vai ser duro, mas este plano foi feito por um homem de esquerda, que por isso pensa no bem do povo”. Depois, o apoio deles, explode-lhes brutalmente nas mãos”.

O dono do restaurante admitiu que vai ser forçado a despedir funcionários e teme que o fluxo turístico para Grécia seja afetado.