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De uma suite para os calabouços de Ryker Island

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De uma suite para os calabouços de Ryker Island

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Caído em desgraça, o diretor do Fundo Monetário Internacional pode passar mais de seis meses nos calabouços da prisão nova-iorquina de Ryker Island até ser julgado.

Deixou uma luxuosa suite para ser instalado numa cela de 3 por 4 metros em regime de isolamento no complexo ocidental da penitenciária, reservado a alcoólicos, drogados ou doentes mentais.

O presidente da associação de guardas prisionais de Nova York, dá um testemunho. “Significa que ele está a ser observado 24 horas por dia, seja por câmara e um guarda ou só por um guarda. A sala de dia a que ele tem acesso permite-lhe ver televisão e histórias, o que estiver a dar. É logo ao lado da cela. Por isso não precisa de andar muito. Não recebe tratamento especial, três refeições por dia. Está em observação para evitar suicídio, algo com que nos preocupamos muito”, diz Norma Seabrook.

Alguns especialistas consideram que Strauss-Kahn tem boas hipóteses de defesa, apesar da dificuldade deste género.

“Os casos de crimes sexuais são regra geral muito difíceis. Os procuradores têm que ter muito treino específico porque têm pela frente todo o tipo de desafios. Um dos desafios tem a ver com a credibilidade das testemunhas dos queixosos, geralmente acabam nesse sentido. De uma forma geral, não é um caso onde vai haver muitas testemunhas”, acredita Matthew Galluzzo, especialista em Direito ligado a crimes sexuais.

A queixosa é uma cidadã oriunda da Guiné, muçulmana, mãe de uma adolescente. Dominique Strauss Kahn vai comparecer novamente em tribunal na sexta-feira.