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Guineense que acusa director do FMI sente-se ameaçada

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Guineense que acusa director do FMI sente-se ameaçada

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É num prédio do Bronx que vive a alegada vítima de Dominique Strauss-Kahn. Uma vítima ainda sem rosto, algo insólito neste tipo de casos nos Estados Unidos.

Dela se sabe pouco e o pouco que se soube não foi confirmado. Os rumores mais persistentes apontam para que a acusação tenha sido feita por Naffissatou Djalo, guineense com 32 anos de idade.

Os vizinhos asseguram que se trata de uma mãe solteira, educada e tranquila que nunca deu que falar.

“É bonita, é uma jovem bastante bonita e gentil”.

“Cada vez que a via com a filha, cumprimentávamo-nos. É uma rapariga muito correta, muito educada.”

Apesar das tentativas de compra de direitos de imagem, só uma, e encoberta, foi divulgada à saída da polícia de Harlem depois da denúncia.

Também não se sabe bem quem são as pessoas próximas que multiplicam as declarações sobre o caso. Este homem que os Media de todo mundo apresentaram ontem como irmão, também se referiu a ela como “boa cliente do seu restaurante”. São referências pouco coerentes em relação a uma dita irmã.

Horas depois contou, já com a cara à mostra, que foi para ele que Naffissatou telefonou depois da agressão, a contar que não conhecia a identidade do agressor, que estava profundamente emocionada e que passou dois dias inteiros a chorar.

Esta nebulosa de declarações contraditórias alimenta todo o tipo de teorias e explicações sobre o que realmente se passou na suite do hotel Sofitel.

Uma colega de Naffissatou afirmou que é impossível um empregado desconhecer a identidade dos hóspedes VIP como o

Diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Dominique Strauss-Kahn, porque as fotos são expostas vários dias antes da chegada, com o n° da suite correspondente, no local onde se fardam os empregados. Mas as empregadas de limpeza do hotel também não se devem cruzar com os hóspedes, porque haviam de conhecer quem fica onde?

Não há dúvidas sobre a identidade do advogado da vítima, que esclarece o mistério que rodeia a cliente cliente:

Jeffrey Shapiro:

“Fez o que tinha a fazer. Sente que tem a responsabilidade de dizer a verdade embora tenha de pagar um alto preço por isso. Teve de renunciar à vida privada, e ainda por cima se sente em perigo, teme pela integridade física”.

A telefonista do hotel recusou passar a chamada a alguém que confirmasse se as fotografias dos hóspedes VIP são ou não vistas pelos empregados de limpeza.