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A sucessão de Strauss-Kahn

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A sucessão de Strauss-Kahn

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E depois de Dominique Strauss-Kahn? É a questão que se coloca. Christine Lagarde, a ministra francesa da Economia, é uma das personalidade de quem mais se fala, na Europa, para assumir a direção do FMI. Mas Durão Barroso ou Jean-Claude Trichet são outros nomes citados pela imprensa. Lagarde não comenta o seu eventual interesse no cargo. A ministra limita-se a defender uma “candidatura europeia, com o apoio da Europa”.

Os europeus são os maiores contribuintes do FMI e, neste momento de crise, os seus principais beneficiários. A chanceler alemã, Angela Merkel, defende um candidato europeu – mas não obrigatoriamente Lagarde: “Na atual situação, tendo em conta os problemas com o euro e o envolvimento do FMI, há muitos argumentos a favor de um candidato europeu e de uma campanha no seio dos diferentes Estados.”

Há mais de 60 anos que o FMI é dirigido por um europeu; os americanos detêm o Banco Mundial. Uma bipolarização que não agrada aos países emergentes, como se depreende das palavras de Jian Yu, a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros: “O FMI deve continuar na senda das reformas e deve escolher um melhor dirigente, com base na justiça e na transparência. Em princípio, defendemos que os países em desenvolvimento devem estar mais bem representados na hierarquia.”

Apesar do desejo chinês, a Ásia não parece unida em torno de nenhum candidato e alguns países asiáticos defenderiam mesmo a candidatura de Christine Lagarde.