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"Revolução espanhola": manifestantes prometem não desarmar

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"Revolução espanhola": manifestantes prometem não desarmar

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Com a maior taxa de desemprego da União Europeia, milhares de espanhóis continuam a protestar em todo o país.

A “cidade dos indignados” montada sob toldos azuis no centro da Puerta del Sol, em Madrid, é a expressão do descontentamento que veio para ficar.

Critica-se a austeridade governamental, mas também a estagnação económica e as poucas ofertas de trabalho.

Os “indignados”, assim se autointitulam estes manifestantes, prometem não desarmar, nem mesmo perante a ameaça de atuação policial.

Os protestos estão proibidos durante todo o fim de semana. Domingo vota-se nas eleições municipais e regionais.

“Penso que é sobretudo um protesto político, como aconteceu no mundo árabe. Não é a mesma coisa que se passa na Grécia, onde claramente se percebe a insatisfação pelas medidas do Governo. Aqui, o Governo aprovou as medidas de austeridade, mas isso foi há um ano, assim esta não é a razão principal”, diz Miguel Murado, analista político.

Na quinta-feira, a Junta Eleitoral Central espanhola declarou ilegais todas as mobilizações tanto no sábado, dia de reflexão, como no domingo, dia de eleições.

O escrutínio adivinha-se desastroso para os socialistas no poder, mas o primeiro-ministro espanhol prometeu “ser compreensivo” com os manifestantes.