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"Árvore da Vida" é uma Palma de Ouro

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"Árvore da Vida" é uma Palma de Ouro

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“A Árvore da Vida” foi enriquecida com uma Palma de Ouro, no Festival de Cinema de Cannes. O certame atribuiu a suprema recompensa ao realizador norte-americano, Terrence Malick, que, sem surpresa, não compareceu à cerimónia.

Uma de muitas histórias que ficam desta sexagésima quarta edição, como nos recorda o enviado da euronews, Wolfgang Spindler:

“Foi uma cerimónia de entrega de prémios pouco comum. A Palma de Ouro foi para um filme cujo realizador não veio recebê-la; a melhor atriz foi premiada num filme cujo realizador foi expulso do festival e o melhor ator para um papel num filme mudo. Tudo isto poderia ser a história de uma curta metragem”.

Uma história que se escreve com “Melancolia”, assinado pelo dinamarquês Lars Von Trier expulso do festival, e com o qual Kirsten Dunst arrecadou o prémio para a melhor atriz.

Dunst fala da expulsão do realizador por palavras de simpatia sobre Hitler: “Ele é uma pessoa que demoramos algum tempo a entender. No princípio eu ficava chocada com o que dizia, mas durante as filmagens conheci-o. Conheço o Lars mas, apesar de tudo, penso que o que disse é inapropriado e há coisas com as quais não se deve brincar.”

Como melhor ator, Cannes escolheu o francês Jean Dujardin, em “O Artista” numa interpretação que revela a versatilidade do ator francês de 38 anos.

Dujardin explica a particularidade do cinema mudo:

“Na verdade, é um pouco como o cinema falado, há uma ideia e uma intenção. A palavra não é o mais importante. O intelecto é completamente posto de lado e é o corpo que fala e percebemos que podemos fazer muitas coisas”.