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A tragédia económica grega

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A tragédia económica grega

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As ruínas da Acrópole passaram a simbolizar a ruína da economia de um país. A Grécia foi o primeiro estado da zona euro a dar o alarme para o que viria a revelar-se uma crise séria, que obrigou à intervenção externa neste e noutros dois países, Irlanda e Portugal.

O défice galopante e os sucessivos cortes no “rating” feitos pelas agências obrigaram a Grécia a tomar medidas que afetam toda a população.

O país enfrenta uma dívida pública que representa 158% do PIB e um défice de 9,5%. A situação deve levar, este ano, a uma contração económica de 3,5%, enquanto o desemprego se aproxima dos 16%.

A intervenção da Troika, composta pelo Banco Central Europeu, pela Comissão Europeia e pelo FMI obrigou a medidas cada vez mais rígidas. O governador do banco da Áustria, Ewald Nowotny, fala em nome do BCE: “A nossa posição é muito clara: queremos que os programas que foram discutidos até agora se mantenham. Essa é a nossa prioridade”.

Mas com tanto apertar do cinto, os gregos sentem-se cada vez mais sufocados. A agitação social tem acompanhado, desde o início, a imposição das medidas de austeridade: “Todos os meses, dizem-nos que as medidas não são suficientes e pedem sempre mais e mais. Não sabemos onde é que isto vai parar”, diz um reformado em Atenas.

Segundo os jornais gregos, os países da eurozona começam a preparar, em segredo, uma extensão do prazo de pagamento da dívida grega, para evitar uma situação económica incontrolável.