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Grécia avança com privatizações

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Grécia avança com privatizações

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A Grécia começou a vender as joias de família. O país acordou esta terça-feira sob o signo de mais austeridade. Ontem, o governo anunciou novas medidas para reduzir o défice, incluindo privatizações.

Em resposta, os sindicatos anunciaram já uma greve geral para o próximo mês. A greve vai durar 24 horas e a data mais provável é 21 de junho. Ilia Iliopopoulos, líder da ADEDY, maior central sindical grega, explica o sentimento que percorre o país: “Há uma explosão social, que vai continuar enquanto esta política mantiver as medidas contra o povo. Vai haver uma resistência pública, uma reação, com fenómenos que podem tornar-se incontroláveis”.

O governo quer cortar o défice para os 7,5% até ao fim deste ano. O ministro das Finanças garante que o país não vai poder pagar os salários da função pública se o FMI não pagar a próxima fatia e para isso o fundo precisa de novas garantias.

As novas medidas de austeridade preveem, pela primeira vez, despedimentos nos quadros do Estado e várias privatizações, incluindo o banco Postbank, a companhia de telecomunicações OTE, a rede ferroviária, os portos e as companhias de distribuição de água. As privatizações devem dar aos cofres do Estado 50 mil milhões de euros até 2015.