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Palestinianos criticam "discurso do não"

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Palestinianos criticam "discurso do não"

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À inflexibilidade do primeiro-ministro israelita, os palestinianos respondem com uma certeza: em setembro, irão à Assembleia Geral das Nações Unidas pedir o reconhecimento do Estado da Palestina. Esta foi uma das reações imediatas ao discurso de Benjamin Netanyahu que, para a Autoridade Palestiniana, apenas vem “acrescentar obstáculos à paz”.

“Foi uma declaração de alguém que quer ditar os resultados das negociações antes de começarem. Netanyahu ditou que Jerusalém deve ser indivisível, que os refugiados palestinianos não podem regressar, que o exército vai ficar nas fronteiras, que os colonatos vão ser expandidos e mantidos e que a Palestina terá de ser desmilitarizada”, declarou Saeb Erekat, assessor do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.

Quanto ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza, acusa Netanyahu de “enganar o mundo ao evocar a possibilidade de reconhecimento de um estado palestiniano”, negando simultaneamente todos os seus direitos.