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Iémen afunda-se no conflito armado

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Iémen afunda-se no conflito armado

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Terceiro dia de confrontos sangrentos na capital do Iémen. O tiroteio entre as forças fiéis ao presidente Ali Abadallah Saleh e os partidários do chefe tribal mais poderoso do país terão feito mais de quatro dezenas de mortos desde segunda-feira.

O xeque Sadek Al-Ahmar juntou-se aos opositores do presidente depois de Saleh recusar no domingo um acordo que permitiria uma transição pacífica do poder. A mediação patrocinada por diplomatas árabes e ocidentais garantia a imunidade a Ali Abdallah Saleh se abandonasse a presidência que ocupa há 32 anos.

Os elementos fiéis ao chefe tribal tomaram na terça-feira vários edifícios públicos em Sana. Nomeadamente, as instalações da agência noticiosa Saba e da companhia aérea nacional Yemenia. Os edifícios situam-se no bairro de al-Hasaba, onde reside o xeque al-Ahmar.

Apesar dos combates o presidente Saleh afirmou esta quarta-feira que o país não vai ser arrastado para a guerra civil. Embora o chefe de Estado não tivesse assinado o compromisso, Saleh declarou estar pronto a assinar um compromisso baseado num diálogo nacional e com um mecanismo claro de transição. A contestação no Iémen dura há quase quatro meses.