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Ajuda às "revoluções árabes" na cimeira do G8

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Ajuda às "revoluções árabes" na cimeira do G8

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As revoltas no mundo árabe ditam a agenda da cimeira do G8, que hoje começa em Deauville, no norte de França.

Para além do nuclear e da crise financeira na Europa, os mais ricos do mundo vão refletir sobre as formas de ajudar a consolidar os movimentos democráticos da chamada “Primavera Árabe” e, para isso, prometem ajuda financeira.

“Investir na democracia. Esse vai ser o principal mote desta cimeira do G8. Ao homenagear as revoltas dos países árabes e do Norte de África, o G8 deverá oferecer vários biliões de euros a países como a Tunísia ou o Egito, mas as organizações humanitárias no terreno duvidam das boas intenções deste G8”.

Duvidam porque o último relatório da OCDE mostra que as promessas só são cumpridas pela metade, o que deixa muita gente cética sobre os resultados desta reunião:

“Qualquer promessa feita aqui na cimeira do G8, qualquer promessa feita aqui em França esta semana, tem que ser cunorida. O G8 não pode continuar a fazer promessas sem cumprir as anteriores. Não podem limpar a mesa e tornar-se num grupo de reflexão ou numa loja de ideias. Precisam de mostrar que as palavras são seguidas de ações”.

Mas durante os dois dias da cimeira, os líderes terão também outras preocupações: o futuro da energia nuclear; a segurança no mundo sem bin Laden, a fragilidade da recuperação económica e, certamente, o FMI do pós- Strauss-Kahn.