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G8: UE fala de revoluções árabes e ilude crise

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G8: UE fala de revoluções árabes e ilude crise

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A União Europeia chegou a Deauville, no norte de França, com a sua própria agenda do G8. Um dia depois de ter revisto a sua política de vizinhança, Bruxelas põe o acento tónico nas revoluções em curso no Norte de África.

Depois de ter sido acusada de privilegiar a estabilidade, e assim favorecer a manutenção de ditadores no poder, a União posiciona-se agora como apoiante das reformas em curso.

“O objetivo é apoiar as aspirações democráticas e económicas de 400 milhões de pessoas desta região. Os desenvolvimentos do mundo árabe são de uma importância crucial para os parceiros do G8. E em especial para a Europa, já que são os nossos parceiros do sul. Temos de ouvir estes povos e oferecer-lhes o nosso apoio”, afirmou o presidente da União Europeia. Herman Van Rompuy referiu ainda a questão da crise, sobretudo na Grécia, mas não se alargou sobre o tema.

Esta cimeira do G8, em Deauville, é a ocasião perfeita para a União Europeia rever a sua relação com os países do norte de África e do Médio Oriente. Com a nova política de vizinhança, Bruxelas mostra que também quer dialogar com a sociedade civil mas, ao mesmo tempo e mais importante talvez, evita a questão espinhosa da economia, que poderia enfraquecer a posição de Bruxelas nesta cimeira.