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Mais de quarenta detidos em marchado orgulho gay em Moscovo

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Mais de quarenta detidos em marchado orgulho gay em Moscovo

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Uma nova tentativa de celebrar a marcha do orgulho gay em Moscovo degenerou em violência e acabou com mais de quarenta detenções.

A manifestação foi atacada por grupos de nacionalistas, ultraortodoxos e neonazis, seguindo-se a intervenção musculada da polícia.

Apesar de proibidos pela autarquia, ativistas dos direitos dos homossexuais tentaram manifestar-se junto ao Kremlin.

O militante britânico Peter Tatchell classificou a proibição como “particularmente chocante, porque na Segunda Guerra Mundial os moscovitas eram contra os nazis que queriam exterminar judeus, homossexuais e comunistas, e agora o presidente da Câmara de Moscovo está em conluio com neonazis”.

Segundo a agência EFE, Tatchell, bem como outros dois famosos defensores norte-americanos dos direitos dos homossexuais e um francês, fazem parte dos detidos no centro da capital russa.

Os ativistas denunciam uma ideologia “homofóbica” por parte do poder, próximo da Igreja ortodoxa.

Um nacionalista, opositor da marcha do orgulho gay, defende que “uma família deve consistir numa mulher e num homem” e não pessoas do mesmo sexo.

Os homossexuais russos tentam, sem sucesso, realizar a marcha desde 2006. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos classificou a proibição decretada pelas autoridades de Moscovo como uma discriminação.