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Merkel quer eletricidade "segura e económica"

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Merkel quer eletricidade "segura e económica"

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A Alemanha vai abandonar a energia nuclear em 2022.

Até lá, todas as centrais vão ser encerradas, transformando o país na primeira potência industrial a desistir do nuclear após o acidente de Fukushima, no Japão.

Para compensar a perda de mais de vinte por cento de eletricidade produzida pelas centrais, o executivo promete apostar nas energias renováveis.

“O trabalho da comissão de ética mostrou que o nosso sistema de energia tem e pode mudar substancialmente”, declarou a chanceler alemã, Angela Merkel. “Queremos que a eletricidade do futuro seja segura e, ao mesmo tempo, fiável e económica”, justificou.

O “não” à energia nuclear é interpretado por alguns analistas como uma manobra política, depois dos Verdes terem infligido uma pesada derrota aos conservadores num dos bastiões da CDU, o estado de Baden-Wurttemberg.

A líder dos Verdes, Claudia Roth, diz que estão “prontos para um consenso se as grandes organizações ambientais forem incluídas nas discussões”. Algo que “não aconteceu até agora”, critica.

A decisão constitui uma marcha atrás do governo que, no final do ano passado, tinha votado o prolongamento de doze anos da exploração dos reatores do país. Um projeto que provocou várias manifestações, intensificadas após o acidente nuclear de Fukushima.