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Itália: oposição evoca fim do "berlusconismo"

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Itália: oposição evoca fim do "berlusconismo"

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Silvio Berlusconi continua a cruzada contra a justiça italiana. O primeiro-ministro não vai assistir à segunda audiência do caso Rubygate, em que é acusado de recurso à prostituição de menores e abuso de poder. Segundo a acusação, Berlusconi pagou pelas prestações sexuais de Karima El Mahroug, conhecida por Ruby, e tirou-a da cadeia num caso de roubo.

O braço-de-ferro com a justiça é apenas o corolário de um mês negro para Berlusconi. Depois da pesada derrota na primeira volta das municipais, ontem sofreu a humilhante perda de Milão e não conseguiu roubar Nápoles à esquerda. Os jornais são unânimes em constatar o pesado cartão amarelo ao primeiro-ministro.

Nas fileiras da oposição, é evocado o fim do “berlusconismo” e reclama-se a demissão do chefe de Governo. Berlusconi tinha considerado que perder Milão seria “impensável” e o “impensável” aconteceu. O bastião do centro-direita há 18 anos foi parar às mãos do candidato de centro-esquerda, Giuliano Pisapia com mais de 55 por cento dos votos.

Berlusconi não o conseguiu evitar nem ameaçando que com Pisapia Milão se transformaria numa cidade “islâmica”, “entregue aos imigrantes e aos ciganos”.

Os olhos estão agora postos na Liga do Norte que, se ouvir os eleitores, poderá abandonar a coligação de Governo, deixando o primeiro-ministro sem maioria no Parlamento.