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AIEA: Japão subestimou risco de tsunami

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AIEA: Japão subestimou risco de tsunami

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O Japão subestimou o risco de tsunami após o sismo de 11 de março. A conclusão é de uma equipa de especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que visitou a central nuclear de Fukushima durante uma semana.

No entanto, os 18 especialistas sublinham que a reação do Japão foi “exemplar” a nível da evacuação da zona e do trabalho dos funcionários de Fukushima.

O relatório preliminar sobre o pior acidente nuclear desde Chernobyl foi entregue, esta quarta-feira, ao governo nipónico.

O líder da equipa da AIEA, Michael Weightman, defende que “se podem fazer centrais nucleares seguras face aos fenómenos naturais”. No entanto, “é preciso olhar para esses eventos com muita atenção e ser capaz de fazer previsões, não a nível temporal mas a nível da dimensão”, conclui.

O sismo e o tsunami de 11 de março interromperam a alimentação elétrica da central de Fukushima. O sistema de refrigeração dos reatores deixou de funcionar, provocando uma série de explosões e o início da fusão de combustível nuclear.

O relatório final sobre Fukushima será divulgado na cimeira sobre a segurança nuclear, de 20 a 24 de junho, em Viena, na Áustria.