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"Geração à Rasca" desiludida com a elite política portuguesa

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"Geração à Rasca" desiludida com a elite política portuguesa

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Cansados de promessas que quase nunca chegam a ver a luz do dia, os jovens portugueses não escondem o descontentamento.

O elevado nível de qualificação académica já não chega para convencer as entidades empregadoras, cada vez mais renitentes, agora que a ajuda externa chegou a Portugal.

A “Geração à Rasca” parece ter vindo para ficar.

“Hoje a maior parte das pessoas que estudam fazem um esforço. Muitas delas trabalham como eu, ou vivem com uma bolsa de ação social mínima, para depois terem a perspetiva de viver na violência que é receber 500 euros e tentar sobreviver com isso”, denuncia Rodrigo Rivera, estudante de Ciência Política.

As eleições legislativas pouco ou nada dizem a milhares de estudantes portugueses. Muitos jovens consideram que a precariedade vai aumentar ainda mais, agora que os políticos tem de prestar contas ao Fundo Monetário Internacional e a Bruxelas.

“Estou desiludida com a política, mas penso que entre alguém que é mau e não se importa e alguém que é mau mas que se mostra preocupado, prefiro a segunda opção. E apesar de eu poder vir a não ter trabalho, penso que os políticos pouco podem fazer”, diz Carlota Veiga, outra estudante universitária.

O futuro adivinha-se negro, mas não é por isso que os corredores universitários deixam de ter estudantes.

Afinal de contas, com um canudo na mão sempre podem tentar a sorte no exterior, na esperança de ver recompensados os anos passados na companhia dos livros.