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Mladic "extremamente cooperante" à chegada a Haia

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Mladic "extremamente cooperante" à chegada a Haia

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Faltam poucas horas para a primeira audiência de Ratko Mladic em Haia. Depois de 16 anos em fuga, o ex-chefe dos sérvios da Bósnia vai ser presente, amanhã de manhã, ao Tribunal Penal Internacional para a Ex-Jugoslávia. É acusado de genocídio, cinco crimes contra a humanidade e quatro crimes de guerra, incluindo o massacre de 8000 homens e adolescentes muçulmanos em Srebrenica.

O advogado de Mladic tinha dito que ele não estava física e mentalmente capaz de enfrentar julgamento. Um argumento que contradiz com as declarações do escrivão do tribunal, que o recebeu em Haia, na terça-feira.

“Comunicámos ao longo da noite tanto no aeroporto como no centro de detenção através do intérprete. Não tivemos problemas em compreendermo-nos e ele mostrou-se muito cooperante”, declarou o escrivão do tribunal, John Hocking, em conferência de imprensa.

Aquele que ficou conhecido como “o carniceiro da Bósnia” vai ser confrontado com o passado não apenas em tribunal mas também na prisão. É neste centro de detenção de Haia que estão muitos outros criminosos da mesma guerra, como o ex-líder político dos sérvios da Bósnia, Radovan Karadzic, e o ex-general croata, Ante Gotovina.