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Portugal perante uma escolha difícil

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Portugal perante uma escolha difícil

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Para os portugueses hoje é dia de reflexão eleitoral.

Sobre 9,6 milhões de eleitores pesa a responsabilidade de escolherem, este domingo, o rumo político do país, nas eleições legislativas antecipadas.

As sondagens predizem a derrota dos socialistas de José Sócrates. O primeiro-ministro cessante terminou a campanha apresentando três razões para os portugueses lhe confiarem o próximo governo, mas tudo indica que o eleitorado vai privilegiar a mudança e dar a vitória ao PSD.

Pedro Passos Coelho não alcançará, no entanto, o número de deputados suficientes para governar sem uma aliança. Nesse cenário provável, O CDS e Paulo Portas vão desempenhar um papel fundamental na viabilização de uma maioria governativa.

Mas com o país à beira da falência, e por muito que os portugueses protestem, a margem de manobra do próximo governo é limitada. É o programa de austeridade exigido pela União Europeia e pelo FMI que vai ditar o rumo, quaisquer que sejam as côres políticas em São Bento.