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23 mortos na fronteira entre a Síria e Israel

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23 mortos na fronteira entre a Síria e Israel

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Um grupo de refugiados palestinianos não arredou pé da fronteira entre a Síria e Israel apesar das ameaças. Ontem, 23 pessoas morreram e 350 ficaram feridas quando tentaram infiltrar-se nos Montes Golã.

Os protestos marcaram o aniversário da derrota árabe na Guerra dos Seis Dias, em 1967, conhecida no mundo árabe como “Naksa”. O exército israelita rejeita a responsabilidade nas mortes.

O porta-voz do Governo, Mark Regev, declarou que os protestos “não poderiam estar a acontecer sem o conhecimento do regime sírio que, aparentemente, tomou uma decisão para aumentar a tensão na fronteira e para afastar as atenções dos reais problemas em casa”.

Os soldados israelitas têm uma ordem clara: não deixar ninguém passar a fronteira, ao contrário do que aconteceu a 15 de maio. Há três semanas, houve uma manifestação semelhante para lembrar o êxodo de centenas de milhares de palestinianos com a criação do estado de Israel, a chamada “Nakba” (ou “catástrofe”). Catorze pessoas morreram, então, vítimas das balas do exército israelita.

O departamento de Estado norte-americano já reagiu e mostrou-se “perturbado” com a “perda de vidas” este domingo.