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Advogado de defesa afirma que DSK não coagiu vítima

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Advogado de defesa afirma que DSK não coagiu vítima

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Acolhido por um grupo de manifestantes vestidas de empregadas de limpeza, o ex-patrão do FMI voltou ontem a comparecer no tribunal de Nova Iorque.

Acusado de sete crimes, entre agressão sexual, tentativa de violação e sequestro, Dominique Strauss-Kahn optou por declarar-se inocente.

Uma decisão que abre caminho a um longo processo frente a um júri, onde a suposta vítima, uma empregada de hotel, deverá comparecer pela primeira vez no próximo dia 18 de julho.

Na audiência de ontem, os advogados de defesa deixaram entender que as relações sexuais com a empregade de origem guineense poderiam ter sido consentidas.

“Quando forem revistas as provas ficará claro que o meu cliente não recorreu à força e que qualquer sugestão do contrário não é credível”, afirmou Benjamin Brafman.

Os advogados de defesa da alegada vítima sublinharam que a sua cliente é uma mulher simples e trabalhadora, traumatizada mas apostada em defender a sua dignidade.

“A vítima quer que se saiba que nem o poder, nem o dinheiro, nem a influência mundial de Strauss-Kahn vão impedir que se conheça a verdade sobre o que ele lhe fez naquele quarto de hotel”.

Esta foi a terceira audiência desde que Strauss-Kahn foi detido a 14 de Maio. O também ex-futuro candidato socialista às presidencias francesas incorre numa pena de até 74 anos de prisão.

Alguns analistas especulam que o julgamento poderia coincidir com a campanha eleitoral no próximo ano em França.