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E.Coli: UE tenta sair do estado vegetativo

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E.Coli: UE tenta sair do estado vegetativo

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As autoridades sanitárias alemãs prosseguem as investigações para detetar a origem da estirpe mortal da bactéria E.Coli que já vitimou 23 pessoas, infetando mais de 2.300 em vários países europeus.

Afastada a suspeita sobre os pepinos espanhóis, os primeiros testes em 23 das 40 amostras

de rebentos de vegetais produzidos numa quinta da região de Hamburgo, revelaram-se também negativos.

Berlim deverá revelar hoje o resultado dos testes em 17 outras amostras enquanto mantém o alerta para o consumo de tomates, alfaces e outros vegetais crus.

Com as investigações centradas na região de Hamburgo, onde se registaram a maioria dos casos de infeção, os hospitais da região encontram-se em alerta máximo.

Uma paciente afirma: “fiquei aterrorizada quando os médicos me mostraram os resultados das análises de sangue. Colocaram-me sob observação nos cuidados intensivos, pensei que era o fim, quando comecei a sentir cãibras em todo o corpo”.

Mais de duas semanas após a aparição dos primeiros casos de infeção, os ministros da Agricultura da União Europeia reúnem-se hoje no Luxemburgo para discutir a criação de um sistema de alerta e prevenção mais eficaz.

Os responsáveis políticos deverão também discutir o pagamento de indemnizações aos agricultores afetados. Em Espanha, os produtores calculam os prejuízos em mais de 200 milhões de euros por semana, enquanto na Alemanha as perdas elevam-se a 30 milhões de euros semanais. Em Portugal, os prejuízos para a agricultura ascendem já aos dois milhões de euros.

O temor dos consumidores face aos produtos europeus levou a Rússia a suspender as importações de vegetais da Europa, um mercado que representa cerca de 4 mil milhões de euros de receitas anuais.