Última hora

Última hora

Origem da bactéria continua a ser um mistério

Em leitura:

Origem da bactéria continua a ser um mistério

Tamanho do texto Aa Aa

Foi a 24 de maio que as autoridades alemãs revelaram que a bactéria E.Coli estaria na origem da morte de uma pessoa e que, pelo menos, oitenta teriam sido contaminadas. A maior parte dos casos suspeitos foi detetada no norte do país, sobretudo em Hamburgo.

Nesse dia, Reinhard Burger, diretor do Instituto Robert-Koch revelava tratar-se do “maior surto de E.Coli na Alemanha, com mais casos registados numa semana do que em anos”. Burger adiantava que três tipos de alimentos estavam sob suspeita: tomates, pepinos e alface.

Em duas semanas, uma nova estirpe nunca antes detetada da bactéria E.Coli matou mais de vinte pessoas só na Alemanha, onde foram registados mais de 2200 casos. A Suécia, também, registou uma vítima mortal.

Entretanto, as autoridades alemãs apontam o dedo aos pepinos espanhóis. Mas, a hipótese viria a ser rejeitada pelas análises.

A Universidade de Hamburgo e o Instituto Genético de Pequim identificam o código genético da nova estirpe, resistente a vários tipos de antibióticos.

O bacteriologista Holger Rohde, da Universidade de Hamburgo, anuncia que se trata de uma estirpe nunca antes estudada e admite que só no futuro poderão ser tiradas conclusões.

O surto foi detetado há quinze dias, mas a origem continua a ser uma incógnita. Pepinos, tomate, alface, rebentos de soja… A lista de suspeitos é longa mas as análises ainda não foram capazes de encontrar o verdadeiro culpado.