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Grupo de contacto quer aumentar "pressão política" sobre Kaddafi

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Grupo de contacto quer aumentar "pressão política" sobre Kaddafi

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Trípoli voltou a ser palco, pela segunda noite consecutiva, de intensos bombardeamentos das forças da NATO. Pelo menos duas explosões terão visado o setor da residência do dirigente líbio.

Os ataques ocorrem num momento em que a continuação da ofensiva militar começa a suscitar algumas reservas entre os aliados. Nos Estados Unidos, dois senadores apresentaram ontem uma moção que exige explicações de Barack Obama ao Congresso sobre os objetivos da participação norte-americana na ofensiva da NATO.

O regime líbio lançou, entretanto, uma contraofensiva para tentar recuperar a cidade de Misrata. Segundo os rebeldes, os bombardeamentos das forças fiéis ao regime teriam provocado mais de uma dezena de mortos e mais de trinta feridos.

A resposta de Kaddafi ocorre horas antes do início da terceira reunião do grupo de contacto sobre a Líbia, em Abu Dabi.

Face às reservas dos aliados em intensificar a ofensiva militar, a Casa Branca afirmou que a prioridade passa agora por aumentar a pressão política sobre o regime, nomeadamente através do apoio ao Conselho Nacional de Transição (CNT).

Nos últimos dias vários responsáveis diplomáticos, britânicos, espanhóis, russos e mesmo chineses têm desfilado em Bengasi para reunir-se com o órgão político dos rebeldes.

Uma fonte próxima do governo senegalês avançava ontem a hipótese do presidente Wade poder deslocar-se esta quinta-feira a Bengasi.

O Senegal tornou-se, em maio, num dos primeiros países africanos a reconhecer o CNT, à semelhança de outros oito países entre os quais a França, Reino Unido, Itália e, desde esta quarta-feira, também a Espanha.