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Italianos condenam libertação de Battisti

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Italianos condenam libertação de Battisti

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A Itália está unida contra a decisão do Brasil de libertar Cesare Battisti. No parlamento europeu, os eleitos transalpinos expressaram a sua indignação e pretendem que o hemiciclo reaja ao mais alto nível.

Na quarta-feira o supremo tribunal do Brasil ratificou a decisão do ex-presidente Lula da Silva de não extraditar o antigo terrorista de extrema-esquerda e ordenou a sua libertação imediata.

Battisti tomou parte ativa nos chamados “anos de chumbo” que marcaram a década de 70 em Itália. Condenado a prisão perpétua por quatro homicídios, conseguiu fugir em 1981 e refugiou-se no México, primeiro, e depois em França. Em 2006 Paris aprovou a sua extradição. Battisti escapou então para o brasil.

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, saiu da sua reserva em matéria de política externa e acusou o Brasil de ferir gravemente as relações entre os dois países.

Entre os familiares das vítimas, a decisão brasileira é difícil de aceitar. Para Maurizio Campagna, o seu irmão Andrea “foi morto três vezes: a primeira, quando foi assassinado em Abril de 1979; a segunda, porque durante duas décadas todas as instituições se esqueceram das vítimas do terrorismo; e a terceira, foi agora.”

Apesar do advogado de Battisti considerar o caso encerrado, as autoridades italianas vão continuar a lutar e preparam-se para apresentar o caso perante o Tribunal Internacional de Justiça da ONU.