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Parlamento Europeu aperta cerco às agências de notação financeira

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Parlamento Europeu aperta cerco às agências de notação financeira

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Em nome da transparência, o Parlamento Europeu quer que as agências de notação financeira clarifiquem os critérios e a metodologia que usam para qualificar a dívida soberana.

De acordo com o relatório elaborado pelo eurodeputado alemão Wolf Klinz, os ratings têm um efeito decisivo no comportamento dos mercados internacionais.

“Três agências de rating dominam 95 por cento do mercado e atendendo o facto de que têm o monopólio, podem, por exemplo, alcançar uma rentabilidade de 40 por cento sobre as vendas. É uma indicação clara de que não há concorrência suficiente”, denuncia Wolf Klinz, da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa.

O relatório destaca o papel destas agências na crise financeira mundial e no consequente agravamento da crise da dívida na zona euro.

“Pensamos que as agências têm de ser responsabilizadas pelo que fazem e publicam.

Gostava de ver ser introduzido um esquema de responsabilidade”, acrescenta o eurodeputado.

O Parlamento Europeu quer que a responsabilidade civil das agências, em caso de negligência grave ou dolo, seja definida em toda a União e que a Comissão Europeia identifique formas de consagrar essa responsabilidade no direito civil dos Estados-membros.

Os eurodeputados defendem também que se crie uma fundação europeia de notação de crédito independente.