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Erdogan: O homem do momento

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Erdogan: O homem do momento

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A Europa começou a reparar em Recep Tayyip Erdogan depois da vitória esmagadora das eleições legislativas de 2002. Subitamente um partido islamita subia ao poder na secular Turquia. Na altura surgiu a dúvida: iria a Europa ter como vizinho um país semelhante ao Irão?

As primeiras aparições públicas da mulher de Erdogan provocaram o descontentamento e a crítica da oposição. Ela aparecia usando o véu islâmico e os oposicionistas afirmavam que a laicidade do país estava em causa.

Dois anos depois esse receio parece ter desaparecido. Em 2004, o governante turco foi recebido em Bruxelas e a União Europeia inicia um conjunto de negociação visando a entrada da Turquia ao grupo europeu.

Começou assim a projeção política internacional de Erdogan que, até 1998, era o presidente da Câmara Municipal de Istambul. Nesse ano foi preso por causa de um poema, um facto que lhe granjeou uma grande popularidade.

Depois disso, deixou o antigo partido islamita, e fundou o novo e mais moderado AKP.

Em 2003, torna-se primeiro-ministro e consegue tirar a Turquia da crise económica em que se encontrava desde 2000, e torna o país num ator fundamental da política regional.

Em 2007 o AKP consegue ser reeleito e atingiu-se uma estabilidade política que permitiu a Erdogan começar a iniciar algumas reformas…

A questão das minorias étnicas sempre foi um dos maiores entraves nas negociações entre a União Europeia e a Turquia. Para provar que o Estado estava mais complacente, o primeiro-ministro introduziu algumas alterações. Hoje existe já um canal televisão curdo e espetáculos étnico linguísticos como este deixaram de serem considerados crime, podendo assim serem realizados abertamente.