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Erdogan vai precisar da oposição para reformar Carta Magna

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Erdogan vai precisar da oposição para reformar Carta Magna

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Terceiro mandato para o primeiro-ministro turco depois de alcançar uma maioria sólida, com 50,6% dos votos mas longe da pretendidad super maioria. Tayyip Erdogan vê-se, assim, obrigado a chegar a acordo com a oposição se quiser levar adiante a reforma constitucional que o AKP considera necessária, tendo em atenção que a Constituição não sofre alterações há quase 30 anos, quando estava no poder uma ditadura militar.

Erdogan já confirmou que o novo documento vai ser baseado em princípios democráticos e pluralistas que coloquem o país mais próximo da União Europeia.

Os resultados finais dão 326 assentos ao partido do primeiro- ministro, uma reduzida maioria que para os analistas é boa para a economia e para a democracia turcas.

O Movimento Nacionalista, de extrema-direita, obteve 53 assentos e o partido curdo da Paz e da Democracia conseguiu eleger 36 deputados.

Em Istambul o dia seguinte da ida às urnas é de calma e confiança no futuro. Este eleitor diz que está contente com os resultados, pois “não havia mais nenhum lider, Erdogan é o homem do país.”

A popularidade de Erdogan deve-se principalmente, ao êxito económico do país: em 2010, a Turquia registrou o terceiro melhor crescimento do G20.

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