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O pesadelo do E.coli para os agricultores alemães

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O pesadelo do E.coli para os agricultores alemães

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A Alemanha faz contas às perdas financeiras causadas pelo surto de E.coli.

A Associação dos Agricultores Alemães descreve a epidemia como a pior crise do setor desde o desastre de Chernobyl e considera insuficiente a ajuda de 210 milhões de euros aprovada pela União para os agricultores europeus.

“Não há um botão em que possamos carregar para interromper o processo de crescimento. Não podemos dizer “STOP”, temos problemas de vendas, retomamos dentro de duas semanas. Isso não existe. Os tomates não esperam. Temos de colhê-los, caso contrário apodrecem”, diz o agricultor alemão, Andrej Becker.

Johannes Singhammer, deputado da coligação governamental, diz que a Alemanha geriu bem a crise, mas que agora é necessário compensar os agricultores: “Queremos manter a produção de tomates e pepinos no futuro, na Alemanha, e é por isso que eles precisam de ser compensados”.

Os armazéns continuam cheios de vegetais maduros que não podem vender e que acabam no lixo. E até deitar fora tem um custo, pois os agricultores têm de tratar os produtos antes de se desfazerem deles.