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Ben Ali nega ter fugido da Tunísia

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Ben Ali nega ter fugido da Tunísia

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O julgamento à revelia do presidente deposto da Tunísia iniciou-se esta segunda-feira, em Tunes.

Um processo, antes de mais simbólico, marcado tanto pela ausência de Ben Ali, como pelo teor das acusações, as menos graves contra o chefe de Estado deposto pela “revolução de jasmim”.

“Eu vim aqui para pedir que seja feita justiça, mesmo que o julgamento seja à revelia é necessário que Ben Ali seja julgado para aprender a lição”.

Na primeira audiência foram apresentadas as acusações menos graves contra o ex-ditador e a mulher: desvio de fundos públicos, posse ilegal de armas e de estupefacientes.

Crimes que são passíveis de penas de entre cinco a 20 anos de prisão.

A defesa pediu o adiamento do processo, que deverá centrar-se também na responsabilidade do ex-presidente na morte de mais de 300 manifestantes durante o movimento de revolta, em Janeiro.

Numa carta dirigida ao Tribunal, Ben Ali, que se encontra refugiado na Arábia Saudita, nega as mais de 90 acusações contra ele, declarando que não deu ordem para disparar sobre os manifestantes.

O ex-ditador afirma também que não fugiu do país, mas que foi impedido de regressar, depois do avião pessoal ter partido sem ele da Arábia Saudita.