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Bruxelas defende participação dos privados no resgate da economia grega

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Bruxelas defende participação dos privados no resgate da economia grega

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Não há alternativa ao difícil programa de reformas que a Grécia tem que por em prática, qualquer que seja a solução de financiamento encontrada para o país.

A Comissão Europeia defende a participação do setor privado no resgate da economia grega.

Durão Barroso disse esta terça-feira, em conferência de imprensa, que a posiçâo de Bruxelas já foi transmitida aos chefes de Estado e de governo que vão reunir-se em cimeira esta quinta e sexta-feira.

“Nós pensamos que a partilha com o setor privado pode justificar-se se não criar um “credit event”, uma suspensão dos pagamentos, ainda que ela seja seletiva e, claro, em plena harmonia com o Banco Central Europeu”.

O BCE mostra reticências a esta solução, mas a Alemanha insiste que os bancos devem participar na resolução da crise. Os parametros do segundo plano de resgate só serão conhecidos no princípio de Julho.

Para o economista Pierre Defraigne é um caminho perigoso:

“Se se impuser a participação dos bancos, os mercados vão interpretá-la como uma restruturação, ou seja uma falência e se tentarmos convencê-los, vai ser preciso que os acionistas estejam de acordo, para que não possam atacar a gestão do banco por se expôr ainda mais à dívida grega”.

Seja qual for o caminho, Bruxelas quer uma garantia política sólida e a aprovação pelo parlamento grego do plano de austeridade acordado com a União e o FMI, é condição “sine qua non”.

“A solução para a crise grega poderá vir, não dos dirigentes europeus, mas do sistema bancário. Participará ele na recuperação do país? Com que contrapartidas? Os projetores estão, a partir de agora, virados para os bancos europeus”.