Última hora

Última hora

Drama dos refugiados na Europa

Em leitura:

Drama dos refugiados na Europa

Tamanho do texto Aa Aa

A Europa deve repartir equitativamente a responsabilidade face ao afluxo de refugiados.

É a recomendação da assembleia parlamentar do Conselho da Europa aos 47 países membros.

Os conflitos no norte da África trouxeram a questão dos refugiados para a ordem do dia.

Até 10 de maio deste ano, 34.460 imigrantes e refugiados desembarcavam na Itália; 1.106 em Malta.

Mas a maioria, cerca de 750 mil pessoas, refugiou-se em países do norte da África.

O presidente da Comissão de Migrações do Conselho da Europa, o parlamentar britânico Christopher Chope, pede mais solidariedade:

“- Há que incrementar a cooperação entre os países e o Conselho da Europa. Concretamente, temos provas de que não há suficiente cooperação, por exemplo, entre a Grécia e a Turquia, e esse é um ponto a melhorar. Achamos que todos os países do Conselho da Europa têm de enfrentar os problemas mais rápidamente do que têm feito até agora, porque a “justiça atrasada é justiça negada”

Atravessar o Mediterrâneo é perigoso. Segundo o Conselho da Europa, 600 pessoas afogaram-se só no mês de maio. Desde o início de 2011, mais de 1.400 pessoas desapareceram.

Dramas indignos, afirma o deputado espanhol Arcadio Díasz, que recorda aos Estados o dever de socorrer as pessoas no mar:

“- Acho que ninguém tem estado à altura das circunstâncias, os únicos inocentes são os que morreram, todos nós temos uma quota de responsabilidade e não podemos fugir das responsabilidades com subterfúgios legais. FRONTEX tem uma responsabilidade, FRONTEX é um dispositivo, é um serviço da UE. Não culpo, em concreto, os tripulantes da embarcação, o que estou a dizer é que é um serviço que requer recursos, orçamentos que requer competências para que possa egigir com eficácia e eficiência a responsabilidade.”

A Assembleia do Conselho da Europa assinala que em 2010, a Europa acolheu a 5.824 refugiados, face aos 54.077 dos Estados Unidos.