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Síria recusa ingerência estrangeira e Ban Ki-Moon descredibiliza Al-Assad

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Síria recusa ingerência estrangeira e Ban Ki-Moon descredibiliza Al-Assad

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Os funerais das últimas vítimas do regime sírio – incluindo um rapaz de 13 anos – motivaram novos protestos contra o presidente Bashar Al-Assad em várias cidades, nomeadamente Hama e Homs.

A diplomacia síria rejeitou qualquer ingerência estrangeira ligada à sangrenta repressão do movimento de contestação, quando a União Europeia se prepara para adoptar sanções reforçadas contra o regime de Al-Assad.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, elevou o tom, dizendo que as promessas de reforma do presidente sírio não têm “credibilidade” e apelando ao Conselho de Segurança para se “exprimir a uma só voz”.

A Turquia continua a ver chegar diariamente refugiados do país vizinho, alguns dos quais com relatos horríficos.

Este homem diz ter visto “com os próprios olhos” o que se passou na cidade de Jirs Al-Shougur. Garante que as forças sírias “colocaram as pessoas numa fábrica transformada em prisão. Os homens foram torturados e arrancaram-lhes a pele”. Acrescenta que “as mulheres foram despidas e violadas pelas milícias” de Al-Assad.

Os campos de refugiados na Turquia acolhem já mais de dez mil e setecentos sírios. Segundo ativistas sírios e defensores dos direitos humanos, a repressão é responsável por mais de 1300 mortos e 10 mil detidos.