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RLíderes reunidos em Bruxelas com receio do contágio grego

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RLíderes reunidos em Bruxelas com receio do contágio grego

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Esta não será uma cimeira de decisões sobre a crise, mas as mensagens que sairem daqui terão que tranquilizar os mercados.

Num momento em que o contágio se tornou no principal receio da zona euro, Pedro Passos Coelho veio assegurar que ninguém descansa em Portugal até garantir que o programa de reformas será bem sucedido.

“Não descansaremos enquanto não pudermos devolver com trabalho e com resultados a confiança que em nós depositaram. Quero manifestar aqui uma grande confiança em como, em tudo o que depender de nós e, seguramente, da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, o programa em Portugal será bem sucedido”, afirmou.

A vontade política é importante, mas para os analistas, não é assim tão simples. Daniel Gros, do Centro Europeu de Estudos Políticos (CEPS) afirma que o risco de contaminação para Portugal e Espanha é bem real.

“Há sempre risco de contaminação, porque os mercados financeiros ouvem que há revoltas na Grécia contra a austeridade e que pode haver também em Portugal e Espanha. É inevitável… e há muito pouco que os líderes europeus possam fazer”.

Há muito pouco que possa ser feito e isso preocupa os cidadãos europeus que têm na Grécia um espelho do que pode vir a passar-se nos seus países:

“ A Grécia faz parte da União Europeia e automaticamente toda a gente é atingida.”

“É simplesmente um problema europeu. A Grécia, para mim, não é mais do que uma antevisão do que se pode passar noutros sítios.”

Como refere a enviada da euronews, Maria Barradas: “Contágio é a palavra mais pronunciada nos centros de decisão. Dir-se-ia que a dívida grega é a bactéria perigosa do mundo financeiro a que ninguém se quer expôr. A verdade, é que também ninguém parece ter ideia de como evitar a propagação”.