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Gilad Shalit: cinco anos de negociações impossíveis

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Gilad Shalit: cinco anos de negociações impossíveis

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Uma tenda montada frente à residência oficial do primeiro-ministro israelita recorda hoje os cinco anos de cativeiro de Gilad Shalit.

Desde o rapto do soldado israelita pelo Hamas, na fronteira da faixa de Gaza, que as negociações para libertá-lo se encontram em ponto morto.

Os pais do militar afirmam que só vão desmontar a tenda em Jerusalém quando o governo aceitar as exigências do Hamas.

“Para nós é mais um dia sem Gilad. Cinco anos é muito tempo mas para nós o sentimento é o mesmo de ontem e de anteontem”, afirma a mãe do militar sequestrado.

Israel tinha rejeitado um acordo com o Hamas para libertar 1000 prisioneiros palestinianos em troca de Shalit, obtido há semanas pelos mediadores egípcio e alemão.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro ameaçava endurecer as condições de detenção dos mais de 7 mil prisioneiros palestinianos nas prisões israelitas.

Numa sondagem recente, 63% dos israelitas afirmavam-se a favor de um acordo com o Hamas para libertar Gilad Shalit.

O movimento islamita recusou ontem o apelo da Cruz Vermelha Internacional para fornecer uma “prova de vida” do militar.