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Quatro ex-responsáveis dos Khmers Vermelhos em tribunal

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Quatro ex-responsáveis dos Khmers Vermelhos em tribunal

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Mais de trinta anos depois de um dos capítulos mais negros do século XX, no Camboja, começou o julgamento de quatro altos responsáveis dos Khmers Vermelhos. Os arguidos respondem perante o tribunal internacional da ONU por crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio.

No banco dos réus, sentam-se o antigo presidente do regime, Khieu Samphan; o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ieng Sary e a esposa e ex-ministra dos Assuntos Sociais, Ieng Thirith; e, finalmente, aquele que ficou conhecido como o “irmão número dois”, Nuon Chea, o ideólogo do regime liderado por Pol Pot, que se limitou a dizer aos juízes que “não estava satisfeito com a audiência”. Depois, abandonou a sala por motivos de saúde, tal como Ieng Sary e a mulher.

Muitos temem que os quatro responsáveis não cheguem a conhecer a sentença, devido à idade avançada e estado de saúde.

“Eles não devem ser libertados, devem morrer na prisão”, comenta uma sobrevivente do regime.

“Fico feliz sempre que há um julgamento dos Khmers Vermelhos porque eles mataram o meu pai em frente da minha mãe e eu também vi isso com os meus próprios olhos”, lança outra testemunha.

Os Khmers Vermelhos terão causado a morte de até dois milhões de pessoas na década de 70, na sequência de torturas, fome, trabalhos forçados e execuções. O “irmão número um” e chefe do regime, Pol Pot, morreu em 1998.