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Grécia entre dois "patriotismos"

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Grécia entre dois "patriotismos"

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O debate no Parlamento grego sobre o novo plano de austeridade vai ser acompanhado nas ruas por uma greve geral de 48 horas.

A aprovação do pacote é fundamental para a Grécia receber a quinta tranche da ajuda internacional no valor de 12 mil milhões de euros. Se o Parlamento vetar o plano, o risco de bancarrota é real.

O suspense vai manter-se até ao último minuto. O primeiro-ministro tem de conseguir o apoio em bloco dos socialistas, já que a oposição avisou que vai votar contra.

Por isso, George Papandreou, exortou os deputados a não ouvirem as pressões do exterior, mas sim as suas “consciências patrióticas”. O primeiro-ministro apelou, ainda, aos deputados para darem “força à Grécia, para lutarem pelo país e pelo futuro”.

Para a oposição, patriotismo não é penalizar ainda mais os gregos, mas contestar a austeridade nas ruas. Foi o que respondeu um deputado ao primeiro-ministro:

“Não pode aterrorizar os seus deputados ao falar de patriotismo porque se há algo de que podemos orgulhar-nos é o facto dos gregos estarem a defender o patriotismo pela presença nas ruas”, defendeu Alexis Tsipras, líder da coligação de esquerda Syriza.

As sondagens revelam que três quartos da população se opõem às novas medidas, que preveem mais cortes na despesa e mais subidas nos impostos.

No caso de chumbo, a União Europeia estará a preparar um plano B, adiantaram fontes de Bruxelas à agência Reuters.

Esta terça-feira, dia de greve geral, as companhias aéreas gregas anunciaram o cancelamento de centenas de voos e o tráfego marítimo será também afetado pela paralisação. Em Atenas, apenas o metropolitano funcionará, ao contrário dos autocarros e dos comboios interurbanos.